† NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
122 - Fine anni

"De nada adiantará desejar-lhe um Ano Feliz
se você se sentar e ficar aguardando a felicidade; por isso
FAÇA O SEU MELHOR!"
A. F. J.
se você se sentar e ficar aguardando a felicidade; por isso
FAÇA O SEU MELHOR!"
A. F. J.
Imagem: G. Brandão
sábado, 18 de dezembro de 2010
121 - Domingo Tenebroso
Os domingos são tenebrosos
As minhas horas sem sono
Queridas as inúmeras sombras
Com as quais convivo
Pequenas flores brancas
Não te acordarão
Não onde o coche negro
Da dor te levou
Os anjos não pensam
Em te devolver jamais
Será que eles ficariam zangados
Se eu me juntasse a ti?
Domingo tenebroso
Tenebrosos são os Domingos
Passados nas sombras
O meu coração e eu
Decidimos acabar com tudo
Daqui a pouco haverão flores
E orações que dizem saber
Mas não os deixem chorar
Deixem saber
O quão feliz estou por partir
A morte não é um sonho
Pois na morte eu te acaricio
Com o último suspiro da minha alma
Eu te abençoarei
Domingo tenebroso
Sonhando
Eu estava apenas sonhando
Acordo e encontro-te a dormir
No fundo do meu coração
Meu querido, eu espero
Que o meu sonho nunca te persiga
O meu coração me diz
O quanto eu te quero
Domingo Tenebroso
As minhas horas sem sono
Queridas as inúmeras sombras
Com as quais convivo
Pequenas flores brancas
Não te acordarão
Não onde o coche negro
Da dor te levou
Os anjos não pensam
Em te devolver jamais
Será que eles ficariam zangados
Se eu me juntasse a ti?
Domingo tenebroso
Tenebrosos são os Domingos
Passados nas sombras
O meu coração e eu
Decidimos acabar com tudo
Daqui a pouco haverão flores
E orações que dizem saber
Mas não os deixem chorar
Deixem saber
O quão feliz estou por partir
A morte não é um sonho
Pois na morte eu te acaricio
Com o último suspiro da minha alma
Eu te abençoarei
Domingo tenebroso
Sonhando
Eu estava apenas sonhando
Acordo e encontro-te a dormir
No fundo do meu coração
Meu querido, eu espero
Que o meu sonho nunca te persiga
O meu coração me diz
O quanto eu te quero
Domingo Tenebroso
Domingo Tenebroso
Rezsõ Seress
domingo, 12 de dezembro de 2010
120 - Por Ti
Porque na noite
nossos negros corações se encontraram...
Desejo e sangue se entralaçaram.
Em despedida,
por sina, por morte,
partimos deixando raiz.
Olhar triste, salgado choro.
Somos um, somos vários,
somos loucos, somos mortais!
Idéias, ideais de um dia, uma vida,
sonhos lúgubres de um
amanhã que jamais existirá...
A. F. L.
nossos negros corações se encontraram...
Desejo e sangue se entralaçaram.
Em despedida,
por sina, por morte,
partimos deixando raiz.
Olhar triste, salgado choro.
Somos um, somos vários,
somos loucos, somos mortais!
Idéias, ideais de um dia, uma vida,
sonhos lúgubres de um
amanhã que jamais existirá...
A. F. L.
Imagem: G.Brandão
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domingo, 5 de dezembro de 2010
119 - Pedaços de Vida
Nada sei de hoje,
Nem tampouco do amanhã.
Na verdade, não sei
Se o futuro alcancará meus anseios.
Não quero aguardá-lo.
Minhar forças perdem-se
e num ritual melancólico,
rosas negras adornam meus dias
fazendo-me desejar, não desejando
viver, não vivendo.
Em um campo triste
aguardo por ti
o "Advento Mortal"
e contigo, seguirei
por trilhas que até então
meu olhar desconhece...
A. F. J.
Nem tampouco do amanhã.
Na verdade, não sei
Se o futuro alcancará meus anseios.
Não quero aguardá-lo.
Minhar forças perdem-se
e num ritual melancólico,
rosas negras adornam meus dias
fazendo-me desejar, não desejando
viver, não vivendo.
Em um campo triste
aguardo por ti
o "Advento Mortal"
e contigo, seguirei
por trilhas que até então
meu olhar desconhece...
A. F. J.
domingo, 28 de novembro de 2010
118 - Sem rosas
Não arrisque amar-me
sem meu prévio consentimento.
Nem tampouco ofereça-me flores.
Não culpe-me se para ti não sorrio.
Pois, sou triste.
Sou assim, sozinho, melancólico
e vivo meu mundo.
Um mundo de mistérios,
os quais não desejo revelar.
Se tua felicidade baseia-se
em meus caminhos,
viva outros momentos
pois, sou uma incógnita.
Vivo em um mundo sombrio
onde existe lugar somente
para mim e minha solidão...
A. F. J.
Imagem: G.Brandão
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
117 - Ser, Estar
Abruma-me o peito
com áspero sofrer.
Num ritmo macabro,
exuma-me o viver.
Parto, penso, vivo...
Sigo por entre dúvidas
que questionam minha alma,
meu destino.
Por que viver
se a morte é tão sublime?
Por que morrer
se nem tudo é sofrimento?
São incógnitas que me levam
cada vez mais a um labirinto
De abstenção, de silêncio
De escuridão e de lamentos...
A. F. J.
Poema vencedor do segundo lugar do VI Concurso de Poetas-Funcionários do HAPC - Hospital Doutor Arnaldo Pezutti Cavalcanti.
Imagem: G. Brandão
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