NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

131 - Pérolas Partidas # 1


"Para meus Amigos, meus aplausos.
Para meus inimigos, meu desprezo."

A. F. J.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

127 - Longevidade ( Rugas da Morte )


... Certa ocasião, em certo lugar me encontrava.
Certo lugar, incerta ilusão, me acenava
e a cada centímetro de minha
face eu nada via e por mais que tentasse,
o horizonte fugia do meu quase esgotado sonho.
Surra de expressões, entre seco e amargo outono.
Minha alma, ás voltas de muletas, que mudas de piedade,
restringem-se a apressar tal passos.
Seguros passos, em que afoita direção...
quem sabe numa lua, tão breve lua,
carne e madeira se despedirão num abstrato silêncio
um necessário silêncio,
ou quem sabe seremos apenas
a sinópse do está por vir..."

A. F. J.



Imagem: G.Brandão


domingo, 28 de novembro de 2010

118 - Sem rosas


Não arrisque amar-me
sem meu prévio consentimento.
Nem tampouco ofereça-me flores.
Não culpe-me se para ti não sorrio.
Pois, sou triste.
Sou assim, sozinho, melancólico
e vivo meu mundo.
Um mundo de mistérios,
os quais não desejo revelar.
Se tua felicidade baseia-se
em meus caminhos,
viva outros momentos
pois, sou uma incógnita.
Vivo em um mundo sombrio
onde existe lugar somente
para mim e minha solidão...


A. F. J.


Imagem: G.Brandão

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

117 - Ser, Estar


Abruma-me o peito
com áspero sofrer.
Num ritmo macabro,
exuma-me o viver.

Parto, penso, vivo...
Sigo por entre dúvidas
que questionam minha alma,
meu destino.

Por que viver
se a morte é tão sublime?
Por que morrer
se nem tudo é sofrimento?

São incógnitas que me levam
cada vez mais a um labirinto
De abstenção, de silêncio
De escuridão e de lamentos...


A. F. J.


Poema vencedor do segundo lugar do VI Concurso de Poetas-Funcionários do HAPC - Hospital Doutor Arnaldo Pezutti Cavalcanti.

Imagem: G. Brandão

domingo, 7 de novembro de 2010

115 - Sem forma


Assim que o sol desponta
Minha alma adormece,
Pois as revelações do sol
Não agradam o meu ego.

Já que meus momentos
Jazem na escuridão
Meus sonhos são incompletos
Difíceis de se entender.

Mas sou eu...
Meus caminhos seguem as trevas,
Meu passado, presente, futuro,
Minha solidão.

Solidão temperada
Com os lúgubres mistérios da vida.
Assim que o sol se esconde,
Por entre o manto da noite

Minha vida recomeça
E a escuridão me embala
Com seu canto, encanto
Entre seus silenciosos braços...

A. F. J.


Imagem: G.Brandão

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

111 - Anjo das Trevas - requiem





Anjo das Trevas

Requiem

Tento escrever um poema
Cuja incógnita é você.
Não consigo.
Anjo, Monge, Guardião, Sacerdote, Irmão e Amigo
Recitá-lo é um desafio.

A inspiração não é bastante
Para descrever em versos lânguidos e abstratos
Todo o respeito que sinto.
Sigo fazendo rascunhos diversos, inexatos
Deletando palavras, planos, idéias, espaços.

Sem conseguir desterrar da escuridão
A luz, capaz de trazer á vida
O poema que te traduza
E defina teu ser, tua solidão,
Tua morte viva.

Requiem

Anjo das Trevas

sábado, 11 de setembro de 2010

107 - Escuridão


Será água, será vinho?
Uma rosa ou um espinho?
A luz, a escuridão?
O fato ou a razão?
A perda, o preço...
O que para mim seria adaga
De algo que desconheço
Minha alma me indaga...

Não vivo, mas vivo.
Se viver é avistar horizontes
Não viver é seguir morrendo
Sem vislumbrar as pontes.
Sim, por certo que ensejo
Desejo ver, mas não vejo...

Entrando na realidade
Buscando uma verdade
Não sei da vida a real tonalidade
Concretizo a tarefa de seguir vivendo
A visão não é tudo
Nunca a conheci, todavia
Minha alma dela se sinta
Enlutada - no escuro...

A. F. J.


Imagem: Marcus Vinicius


domingo, 9 de maio de 2010

96 - PRESENÇA


UM POEMA SOBRE A (IN)EXISTÊNCIA

um poema, only...

PRESENÇA

Estou aqui,
Aqui estou

Aqui vivendo

Aqui ficando

Aqui sofrendo

Aqui penando

Aqui crescendo

Aqui pensando

Aqui moendo

Aqui minguando

Aqui desaparecendo

Aqui sonhando

Aqui envelhecendo

Aqui lutando

Aqui correndo

Aqui vagando

Aqui entristecendo

Aqui ecoando

Aqui estando

Estou aqui,

No vazio,

Mas estou aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

94 - Intraduzível



""É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão
silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?
Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos
são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita.
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."

Clarice Lispector



terça-feira, 13 de abril de 2010

92 - Frio

"Tempos assim frios, costumam me deprimir.
Tempos assim em que o céu está cinza, não vejo vida.
Vivendo de poucos momentos bons algo tão longo como a vida.
Há tempos não vejo um sorriso sincero.
Há tempos não respiro."

Engel Tot, Tag Tot



sábado, 13 de fevereiro de 2010

82 - Tempo


" o silêncio da noite
me diz que tem a resposta
mas eis que nem lembro
0 que havia perguntado
talvez tenha sido o tempo
que meus arquivos esvaziou

não sei mais apreciar a cor da
cortina da sala. nem mais adivinho
se vai chover ou não. Tempo, tempero
do tempo, adorno, triste adorno a me
cobrir, a me furtar ásperos sorrisos
por certo com sabor de lágrimas pretéritas... "


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

67 - Um dos Meus Poemas Prediletos


“Quando um último suspiro percorrer meus findos pulmões
Saberei que é chegada a hora de meu corpo desvencilhar-se
da minha cansada alma.

Nesse derradeiro instante, meus lábios apenas se moverão
E te suplicarei para que poupe meus últimos instantes de
Ver-te a lamentar-se

Não desejo que flores alegres do campo, venham adornar
Meu gélido esquife. Deixe-as em seu derradeiro campo a
Alegrar alguém ou algo que resiste.

Não entre no túnel do silêncio, não cubra teu corpo de luto.
Minha viagem é inadiável e tua vida ainda prossegue. Não
Permita que os cânticos se calem nem que suas alegrias
Se percam nos arredores da solidão.

Eu parto, como a noite, todavia não haverá troca pela manhã.
É um poeta que segue seu derradeiro destino, assim deve ser,
Pois é o dogma da vida. A cortina se fechou , e o último ato
Vem composto de um triste cenário, mas não deixa de ser
Um espetáculo.

Num último segundo minha mente me consumirá em
Vazias recordações de meu passado errante, onde talvez
Minha alma tenha me consumido.De tudo, nada levarei
Somente e tão somente, o adeus de seu olhar.

Sentirei por certo, saudades de meus tempos, se a estação
em que eu desembarcar me permitir saudades e levarei
Comigo lembranças de minha derrota para a morte...


A. F. J.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

64 - Solidão † †



UM BELO CENÁRIO...AO MEU VER.


A. F. J.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

29 - Reflexão


†††††††† ††††††††

"UMA REFLEXÃO MEIA TONTA MAS..DEU VONTADE DE POSTAR..."

ASSIM, TERMINAREI MEUS DIAS!
QUE IDÉIA MAIS UTÓPICA... ALGUEM ME IMAGINA AO SOL...MAS ASSIM SERÁ,
NÃO POR QUE EU GOSTE, MAS SIM PORQUE É A TRADIÇÃO.
MALDITA TRADIÇÃO, MALDITOS DOGMAS, POR LUXOS RODEADOS.
TALVES ATÉ SEJAM FALSOS, MAS CERTAMENTE IMPRESSIONOU AO MENOS ALGUNS. ALGUNS QUE TALVES ATÉ ALI ESTIVERAM POR NÃO TER UM PROGRAMA MELHOR, OU POR NÃO TER OPÇÃO MESMO.
OUTROS, LÁGRIMAS DERRAMARAM E TALVES TENTARAM BUSCAR NO FUNDO DO ARQUIVO ALGO QUE EM VIDA TENHAM ME FEITO PARA ASSIM APROVEITAR O ENSEJO E PEDIR PERDÃO... RSRSRS!
QUANTAS INÓCUAS IDÉIAS...
NÃO SERIA MENOS PATÉTICO FAZER ISSO EM MINHA VIDA?
MAS, ASSIM É A TRADIÇÃO! MORREU, VIROU SANTO...
AH, E AINDA COM A DÁDIVA DE "PERDOAR"...
SINCERAMENTE, EU NÃO ME ENXERGO DESCULPANDO COM UM DEFUNTO (KKK)!
É PATÉTICO E LEVIANO DEMAIS.
BOM, DEPOIS HONRAS E ELOGIOS CHOVERÃO SOBRE "MIM".
ABRAÇOS CONDOLENSÓRIOS APERTARÂO AS BANHAS DA IRMÃ MAIS VELHA QUE COM CERTEZA ESTARÁ LÁ, NO SEU - HOJE - DISCRETO VESTIDO DE LUTO.
OS MAIS ANTIGOS CERTAMENTE ESTARÃO AO LADO DA
"MAIS ENLUTADA DAS ENLUTADAS" MÃE É CLARO,
ENTÃO SOARÃO PELA SALA AQUELES NAFTALINÍCOS COMENTÁRIOS DO TIPO:
"NÃO EXISTE DOR MAIOR" - RSRS - QUE PAPO MAIS SEM NEXO!
MANDA O SUJEITO COLOCAR A MÃO NUMA CHAPA QUENTE PRA VER SE EXISTE OU NÃO DOR MAIOR . CAFÉS, BOLACHAS, CRIANÇAS CORRENDO...
COMADRES FUTRICANDO, PESSOAS SINCERAS EM SILÊNCIO,
PESSOAS DUPLICADAS EM PRANTOS...
E EIS QUE LÁ VOU "EU" PRA MINHA "ÚLTIMA MORADA"...
NOSSA! QUANTA HONRA!!!
SEIS PESSOAS PRA "ME" CARREGAR - RSRS!!!
APOSTO QUE SE EU LEVASSE UM TOMBO TERIA QUE FICAR NO MÍNIMO UNS DEZ MINUTOS PRA ALGUÉM ME LEVANTAR...
E AGORA DO NADA, ME APARECE SEIS PESSOAS COM CARAS DE CARIDOSAS...
E LÁ VOU "EU" E POR FALAR EM MIM, AONDE ESTAREI NESSA HORA?RSRSRSR!!! REALMENTE NÃO PENSEI NISSO, MAS CERTAMENTE GOSTARIA DE PODER ASSISTIR ESSE ESPETÁCULO TÉTRICO...
AH SE GOSTARIA - RSRS!!!

( ANJO DAS TREVAS)

A. F. J.

†††††††† ††††††††

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

21 - Mórbida Sedução


††
"Já são mais de meia noite ...
nos vales somente o silêncio ...
e por ele caminho a sua espera...
Eis que ouço algo, logo me viro e penso ser ti...
mas nada és...
então só, caminho novamente em sua procura.
Ao continuar minha caminhada, eis que tu surges... linda...
vestida em teu manto negro... longos cabelos negros...
mas seu rosto não posso ver, encoberto com um véu...
Fico paralisado e tu caminhas em minha direção...
sinto o doce perfume de rosas negras...
Tu tocas em minha face,
e pude perceber sua pele gélida e macia...
Ah! eras tu, com quem sonhavas...
mas jamais pude imaginar tamanha perfeição...
de olhos fechados só sinto seu perfume e o toque de suas mãos em meu corpo...
e quando abro meus olhos e tento levantar seu véu...
eis que tu some de minha presença...
me deixando a sonhar novamente
e na esperança de que ainda serei de ti..."

††

Alfredo ( Van Helsing) para os camaradas

Valeu aí, meu camarada das trevas...
†††MEU SEPÚLCRO AGRADECE †††

A. F. J.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

19 - Meu Adeus...


Quando um último suspiro percorrer meus findos pulmões

Saberei que é chegada a hora de meu corpo

desvencilhar-se da minha cansada alma.

Nesse derradeiro instante,

meus lábios apenas se moverão

E te suplicarei para que poupe

meus últimos instantes

De ver-te a lamentar-se

Não desejo que flores alegres do campo,

venham adornar meu gélido esquife.

Deixe-as em seu derradeiro campo

A alegrar alguém ou algo que resiste.

Não entre no túnel do silêncio,

não cubra teu corpo de luto

Minha viagem é inadiável

e tua vida ainda prossegue.

Não permita que os cânticos se calem

nem que suas alegrias se percam

nos arredores da solidão.

Eu parto,

como a noite,

todavia não haverá troca pela manhã

É um poeta que segue seu derradeiro destino,

assim deve ser

Pois é o dogma da vida.

A cortina se fechou,

e o último ato

Vem composto de um triste cenário,

mas não deixa de ser um espetáculo.

Num último segundo

minha mente me consumirá

em vazias recordações de meu passado errante,

Onde talvez, minha alma tenha me consumido.

De tudo, nada levarei

Somente e tão somente,

o adeus de seu olhar.


A. F. J.


Poema publicado no site Spectrum Ghotic
Poema publicado no site Cemiteriosp
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