quarta-feira, 15 de junho de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
124 - Imploro -Te
você ou à solidão.
Imploro-te que venhas
enquanto te desejo
não desejando.
Do teu suave olhar
Não seja o vilão
da dor de tua constante ausência.
Imploro-te que teu sorriso
não seja o adorno enlutado
de meu coração.
Imploro-te, Imploro-te
que ame meu ser ou despreze
meu amor
mas, jamais se afaste de mim
ainda que teu amor
se apresente num cenário abstrato.
A. F. J.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
122 - Fine anni

se você se sentar e ficar aguardando a felicidade; por isso
FAÇA O SEU MELHOR!"
A. F. J.
sábado, 18 de dezembro de 2010
121 - Domingo Tenebroso
As minhas horas sem sono
Queridas as inúmeras sombras
Com as quais convivo
Pequenas flores brancas
Não te acordarão
Não onde o coche negro
Da dor te levou
Os anjos não pensam
Em te devolver jamais
Será que eles ficariam zangados
Se eu me juntasse a ti?
Domingo tenebroso
Tenebrosos são os Domingos
Passados nas sombras
O meu coração e eu
Decidimos acabar com tudo
Daqui a pouco haverão flores
E orações que dizem saber
Mas não os deixem chorar
Deixem saber
O quão feliz estou por partir
A morte não é um sonho
Pois na morte eu te acaricio
Com o último suspiro da minha alma
Eu te abençoarei
Domingo tenebroso
Sonhando
Eu estava apenas sonhando
Acordo e encontro-te a dormir
No fundo do meu coração
Meu querido, eu espero
Que o meu sonho nunca te persiga
O meu coração me diz
O quanto eu te quero
Domingo Tenebroso
domingo, 12 de dezembro de 2010
120 - Por Ti
nossos negros corações se encontraram...
Desejo e sangue se entralaçaram.
Em despedida,
por sina, por morte,
partimos deixando raiz.
Olhar triste, salgado choro.
Somos um, somos vários,
somos loucos, somos mortais!
Idéias, ideais de um dia, uma vida,
sonhos lúgubres de um
amanhã que jamais existirá...
A. F. L.
sábado, 30 de outubro de 2010
114 - Brinde aos inimigos

E os inimigos amo também
São eles o combustível
que faz com que a máquina
da minha índole funcione
São eles, oficina para meus olhos
através deles aprendo o
que não devo fazer, de que maneira
Não devo pensar...
Sim, amo meus inimigos já que eles
não sabem amar, ou talves até saibam,
mas, se amassem não seriam inimigos,
pois inimigos não amam amar...
Não, eles não vivem, suas almas
simplóriamente vegetam em solitária languidês
mas eles me trazem relíquias
que minha alma absorve,
eles me são úteis...
Sim, preciso de meus inimigos
eles são o lado tétrico de minha vida
e meu coração precisa atrelar-se ao
tétrico para que meu semblante adorne
com belas flores, o que de belo o universo
me oferece,
E a vocês, inimigos de minha alma
meu eterno agradecimento por me
mostrarem tudo aquilo que um ser humano
não deve ser para ser um ser humano.
A. F. J.
Imagem: Ismar Z.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
112 - Na noite
Envolto em negras vestes
Meu corpo desliza por entre arbustos ressecados.
Meus olhos suplicam ao negro luar um cântico de adorno
Para um momento de exílio...
O exílio de minha alma.
É triste o meu caminhar, todavia os meus instintos
Se mostram intímos da minha tristeza.
Não tenho a resposta do que minha alma almeja
Somente tão somente, o meu desejo
É estar de mãos entrelaçadas
Com meus lúgubres momentos de intensa e abstrata solidão
E meu coração se exalta criando em si,
Uma abstrata e lânguida alegria."
A. F. L.
sábado, 2 de outubro de 2010
110 - Platônico...
A.F.J.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
109 - Em busca de mim - sem mim

com o dom da vida?
a vida a cada minuto
a cada segundo...
E viverei em homenagem a ti.
de fingir que existo.
esse desejo será comtemplado...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
103 - Ver - Te ( As doze árduas horas )
Dê-me o endereço, preciso visitá-la
Para perguntar como se faz o molho...
Você nem disse que ia partir, por que fostes assim?
Nem reparei na mesa, nem percebi o sabor do manjar...
Entrei há pouco no meu quarto... Não senti seu perfume lá
Não creio que minha realidade esteja desperta,
Não se esqueça que me prometestes que seria eu
quarta-feira, 23 de junho de 2010
101 - Femmes Damneés
Sobre sensuais coxins impregnados de essência,
Sonhava Hipólita as carícias poderosas
Que lhe erguiam o véu da púbere inocência.
De sua ingenuidade o céu distante agora,
Como um viajante para trás volve o seu rosto
Em busca da manhã que já se foi embora.
O ar exausto, o estupor, lúbrica moleza.
Os barcos sem ação, como armas vãs a um canto,
Tudo afinal lhe ungia a tímida beleza.
Delfina lhe lançava à carne olhos ardentes,
Como o animal feroz que a vítima vigia,
Após havê-la antes marcado com seus dentes.
Soberba, ela sorvia com volúpia intensa
O vinho da vitória e, acercando-se dela,
Punha-se à espera de uma doce recompensa.
Ouvir o canto que o prazer sem voz entoa,
E essa sublime gratidão que arde infinita
E, qual suspiro, sob as pálpebras escoa.
Compreendes quão pueril é oferecer agora
Em holocausto as tuas rosas em botão
A um sopro que as pudesse espedaçar lá fora?
Que afagam pela tarde os lagos transparentes,
Mas os de teu amante hão de escavar estrias
Como as carroças e os arados inclemente;
Uma junta de bois os cascos sem piedade...
Hipólita, meu bem! Volve pois tua face,
Tu, coração, que és o meu todo e és a metade,
Dá-me esse olhar que é como um bálsamo bem-vindo;
E hei de fazer-te adormecer num sonho infindo!"
- "Não sou ingrata e do que fiz não me arrependo,
Minha Delfina, eu sofro e à dor vou definhando,
Como após um festim crepuscular e horrendo.
E negros batalhões de fantasmas dispersos,
Que querem conduzir-me a fluidos corredores
Num sangüíneo horizonte em toda parte imersos.
Explica, se é capaz, o medo que me acua:
Se me dizes: Meu anjo! Eu de alto a baixo tremo
E sinto minha boca ir em busca da tua.
Tu que eu adoro e que és enfim minha eleição,
Mesmo que fosses um fantoche fraudulento
E a própria origem dessa estranha perdição!"
E como a tripudiar sobre um tripé supremo,
O olhar fatal, gritou, despótica e arrogante:
- "E quem diante do amor ousa falar do inferno?
Que por primeiro quis, em sua insanidade,
Enfrentando um problema insolúvel e fútil,
Às delicias do amor juntar a honestidade!
O dia com a noite, o frio com a flama,
Jamais aquecerá seu trôpego esqueleto
Àquele rubro sol que amor também se chama!
Abre teu peito em flor a seus beijos em fúria;
E como quem o horror ao remorso mistura,
No seio hás de exibir-me o estigma da luxúria...
Mas Hipólita, em meio a uma enorme aflição,
De súbito gritou: - "Sinto em meu ser abrir-se
Um abismo, e este abismo é enfim meu coração!
Nada este monstro aplacará dentro de mim
E nunca há de saciar Eumênide sedenta
Que o queimará, archote em punho, até o fim.
E que o cansaço dê repouso a tais agruras!
Quero extinguir-me no teu vórtice profundo
E no teu seio achar a paz das sepulturas!"
Descei por onde o fogo arde em clarões eternos!
Mergulhai neste abismo em que todos os crimes,
Tangidos por um vento oriundo dos infernos,
Sombras dementes, ide ao fim de vosso vício;
Não poderei o ódio expulsar dos corações,
E é do prazer que há de surgir vosso suplício.
Pelas fendas da pedra os miasmas delirantes
Infiltram-se a brilhar, assim como lanternas,
E os corpos vos penetram de odores nauseantes.
A sede vos aumenta e a vossa pela engelha;
E ao vento furibundo da concupiscência
Vossa carne se esgarça qual bandeira velha.
Correi rumo ao deserto e ali uivai a sós;
Cumpri vosso destino, almas desordenadas,
E fugi o infinito que trazei em vós!
domingo, 13 de junho de 2010
99 - Jardim Secreto
sexta-feira, 16 de abril de 2010
94 - Intraduzível
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."
sábado, 20 de fevereiro de 2010
90 - Obrigado
Que não notou o sorriso que pra ti preparei com amor
Muito obrigado por distanciar-se quando de ti, me aproximei.
Muito obrigado por não ser capaz de interpretar
O poema que pra ti recitei em forma de lamento
Obrigado por não ter deixado que eu revelasse o meu amor.
Obrigado por não ter notado o quanto eu te amava
Obrigado por não ter sido capaz de decifrar a incógnita,
que se formou em meu peito,
no momento em que te conheci.
Obrigado por não ter notado, que ao te encontrar,
eu comecei a viver.
Enfim, obrigado por não ter permitido
que minha vida seguisse adiante.
Hoje minha alma jaz num leito de sombras
e meu coração sangra a cada segundo,
disso que chamam de "vida".
A. F. J.
89 - Retrato
Numa negra moldura envolta em laços barrocos
Onde sonhei e hoje sou um utópico sonho.
Talvez haja uma resposta.
De nada servirá seu teor, ou estará seu destinatário
A viajar por entre abstratas nuvens.
Seus segredos, seus mistérios soltos numa nova imensidão
Uma desconhecida, abstrata imensidão.
Serei então foco de olhares, saudosos
talvez de um quem sabe,
eterno, sensível poeta
E ali permanecerei, tendo meus olhos
Como guardiões do cenário que me fará prisioneiro.
Agora fica aos olhos minha matéria, pois meu amâgo partirá
Por entre gélidas nuvens, nesse abstrato horizonte.
Agora, nada mais sou além de um pássaro
Navegando em instrospecto
Minha vida segue, seu percurso me inundou de ausência
Mas, também me adornou de ósculos, sim tive meus momentos
De eterno jardim perfumado que me embalaram em noites
Em que eu jazia em busca de um morto coração
Na fuga de vãs palavras armadas de indagações.
Todos os meus papéis findam-se aqui,
Palavras e cantos, abraços e prantos
Aqui sepultarei, por quais caminhos irei
Não tenho em minha confusa mente,
Mas, sei que irei na certeza que entre
Acertos errei, entre erros acertei
E num ritual de solidão oculta,
minha alma criou essa tela, onde enfim
Sentirei perpetuada minha inerte imagem...
A. F. J.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
88 - Elegia

Nada além do calor do adeus
Porém o sabor da despedida,
Jaz solene em meu viver.
O adeus fragmenta-se
Transforma-se em incontáveis pedaços,
Pedaços de solidão...
Tempo, ora amigo, ora vilão devastador
A desbastar um coração contente
Busco sem um retorno
Reconhecer em meio
As lágrimas, o cenário
Que me afastou de ti.
Hoje minha alma navega
Por entre abstratas ondas
Em busca de um motivo
Para prosseguir, para viver
O que restou de mim
Como refúgio de sua distância
Torna-se em breves momentos
Um doloroso sinal de despedida
Eis que num desejo utópico de revê-la
Meu peito soluça em prantos
Enquanto minha alma aguarda
O desfecho de um enredo
Onde a saudade é a única protagonista...
A. F. J.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
84 - Conflitos da Alma
notícia que chega
coração que palpita
alma que queima
medo que impera
remorso que gera
temor de uma terra
para onde quizera
jamais visitar
semblante que desce
luar que escurece
idéia que surge:futuro
não terás.
e agora destino?
o que se fazer?
cumprir minha sina,
correr contra o tempo,
me lavar em prantos?
ou a mim merecer?
pensar que a morte
não vence a sorte
que tenho um lema:
meu lema é viver !!!
A. F. J.
Poema publicado no site Cemiteriosp
sábado, 13 de fevereiro de 2010
81- Engano
" fruta doce fruta e lá vai você, pendurada na árvore
de seu sustento...e voltarás certamente voltarás...
vai-te fruta dependurada no monstro de ferro
ele certamente te levará, a teu destino...
não chegaram aos seus destinos aqueles
que ele tragou, mas por certo tem alma absolvida
vai-te então; segue dependurada a correr, a sofrer,
a viver... tua cria te espera... a maciez do corpo sedento
te sorri...
que venha no doce aroma do retorno, não é de todo mal
volte, resista, faça com que seu coração se esqueça que és
condenado e, não se preocupe, seus olhos simulam um
talves amanhã"
A. F. J.
76 - Abandono
quem entenderá? corpo solitário ferido e
cansado. busca no horizonte sonhos, sonhos
utópicos de um futuro talvez.
Alegria que atracou em portos passados
e ali ficou, alma abstrata a desejar, ainda
que por minutos, ser o cãozinho da casa
ao lado.
Coração canino, mas CORAÇÃO, desejando
um meigo carinho ainda que momentâneo
a vontade de se entregar ainda que num afago
passageiro.
As forças se enfraquecem diante da cruel
realidade de outrora, o cão feliz, hoje nada além
de um ser, aqueles a quem chamam de
"vira latas"
Cruzam-se dias e noites, semanas e meses, tempos
acontecem, passam, não importa para alguém que
nada tem, ser sem dono é não ser. Então, para que observar
o tempo?
A fome a ferir cruelmente o estomago sem opção
O frio entristecendo o olhar,
Não tendo raça, o lar é a praça a vida assim te revela
O preconceito impera e em chutes e pedras ferem não
apenas o corpo, ferem uma alma.
A indiferença é o teu bom dia, e o "sai daqui!" é
seu "olá". Não sabe se é novo ou velho, não tem cidade
não tem seu dono, não tem idade.
Os olhos a olhar a paisagem bela desejando
quem sabe, avistar um abstrato futuro que
dará fim a sua busca das mãos que na rua
o abandonou, do coração que sua solidão
prefaciou.
Um dia, aplacou a solidão de um coração
humano. Foi alegria de um retorno para casa
um dia, ofereceu um ósculo na arte de uma
lambida desejando assim, secar possivel
lágrimas.
E sua vida segue, segue com a certeza de que
Seu amor incondicional foi deveras retribuido
com o ferimento do abandono, todavia, repousa
o corpo no leito sarjeta e espera...
Até que mancebo de vestes brancas e terno
sorriso, com lágrimas habituais ao ouvido
justifica: "é melhor assim para que pare de sofrer..."
Concorda assim, afinal o que se fazer?
Eis que alí derrama o teu futuro
Eis que a morte te abraça e ternamente
te liberta de um tão acre viver..."
(poema dedicado a todos os cães cruelmete abandonados por seus donos)
A. F. J.
Poema publicado no site Cemiteriosp
Poema publicado no fotolog Campo Santo
