NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

86 - Em Busca de Mim


Hoje procuro no tempo, respostas para minha dor.
Sinceramente eu não sabia o preço a pagar
Por um dia ter sido feliz.
Saudades de tenros momentos em que ainda
Por frações de segundos, talvez,
Vaguei por obscuras alegrias

Talvez tenha sido o tempo, o vilão a me atraiçoar
Quem sabe a minha alma adormecia
Enquanto meu destino um cálice me reservava...
Eis que me é servido em tempos de cólera.
Destino, vilão a se insinuar num lugúbre espetáculo
Minha alma desliza em um cenário novo, desconhecido...

Num crepúsculo cenário, resta-me prosseguir,
Até um destino o qual minha alma desconhece
Mas, meu peito soluça.
Pede-me ânimo e a vida me convida a seguir...
E eis que meu peito indaga:
"Qual o caminho? Qual será a trilha da incerteza
Que devo seguir?

Minha alma deseja sim, um espaço para prosseguir,
Entretanto, esse espaço, adorna-se de ásperos espinhos
A ferir meus pés.
Todavia, é esse o meu caminho, e a minha caminhada
Torna-se inadiável em busca do tempo que
Segundo lendas, abrandará a minha dor...

A. F. J.


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