NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

87 - Liberto


Liberto o tempo
Do meu pensamento imperfeito.
Vida minha inserida em branca tela
Resvala, desliza por sob
Brandas camadas.

Sim, perfeito viver, embora a dor
Adotando um sorriso
Com a sombra de uma satisfação utópica
Por certa feita chegou
Mas, por completo não atracou
Em casual destino.

Forte, tão maioral
Grito ao silêncio.
Para quem? Quem ouvirá?
Talvez nos ouvidos de algum flagelado
Soe o meu grito silencioso e murmurante
De uma abstrata dor...

A. F. J.


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