NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

36 - Poema




por um engano cometido... porque fomos nós?
qual será a verdadeira imagem que teu sonho realizou?
e agora, então... como limpar a neve do espelho que me priva de minha própria imagem?
não há mais tempo... o sonho findou-se
e nesse novo caminho seguirei com minha alma em solidão...
uma dor que não dói...um luto sem rótulo de sangue


gritei com o coração,
fiz uma canção para a vida, mas meus s olhos não avistaram minha própria arte...
e minha voz silencia-se e minha alma vaga pelo vale dos sentimento perdidos


nem por tuas palavras, nem por tua beleza.
somente através de suas ações é que reconheço tua alma.
aí então, nossos mundos se confrontam e assustados,
nossos rios passam a correr por caminhos abstratos


não mais seremos nós...
seremos então estranhos...
meros estranhos...


a NOITE se finda,
preciso reidratar minha alma, preciso de energias para brigar com os ventos...
para brigar com a brisa, gritar,hurrar e implorar,
ajoelhar-me ao chão e
mendigar meu proprio
fim



A. F. J.

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