NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

quinta-feira, 28 de abril de 2011

127 - Longevidade ( Rugas da Morte )


... Certa ocasião, em certo lugar me encontrava.
Certo lugar, incerta ilusão, me acenava
e a cada centímetro de minha
face eu nada via e por mais que tentasse,
o horizonte fugia do meu quase esgotado sonho.
Surra de expressões, entre seco e amargo outono.
Minha alma, ás voltas de muletas, que mudas de piedade,
restringem-se a apressar tal passos.
Seguros passos, em que afoita direção...
quem sabe numa lua, tão breve lua,
carne e madeira se despedirão num abstrato silêncio
um necessário silêncio,
ou quem sabe seremos apenas
a sinópse do está por vir..."

A. F. J.



Imagem: G.Brandão


3 comentários:

Anjo das Trevas disse...

Talvez seja esse, um de meus últimos poemas...

*lua* disse...

Amigo,

Esse "talvez" é para nos consolar?

Não sei o que passas, porém, deve ser algo ruim, para abrires mão de algo que tanto gosta e fazes com singularidade(poemas). Quem somos nós para pedirmos que não se ausente. Mas se quiseres alguém para ouví-lo estarei aqui.

Beijos

Anjo das Trevas disse...

Cara Lua;

Ouvi de uma amiga que sexo devia ser a consequência e não a causa de uma relação
e que por isso os relacionamentos estão mais superficiais. Para mim estão mais verdadeiros. As pessoas têm de se permitir experimentar mais, sem falsos moralismos e sem culpa. Claro que com bom senso e responsabilidade por si e pelo outro sempre.

Não pretendo parar de escrever poemas, farei apenas uma breve pausa por conta de tantos compromissos que ando tendo ultimamente.
Obrigado por sua ajuda e seus comentários.
Eles me deixam muito contente.

Abraços.

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