NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

117 - Ser, Estar


Abruma-me o peito
com áspero sofrer.
Num ritmo macabro,
exuma-me o viver.

Parto, penso, vivo...
Sigo por entre dúvidas
que questionam minha alma,
meu destino.

Por que viver
se a morte é tão sublime?
Por que morrer
se nem tudo é sofrimento?

São incógnitas que me levam
cada vez mais a um labirinto
De abstenção, de silêncio
De escuridão e de lamentos...


A. F. J.


Poema vencedor do segundo lugar do VI Concurso de Poetas-Funcionários do HAPC - Hospital Doutor Arnaldo Pezutti Cavalcanti.

Imagem: G. Brandão

6 comentários:

Anjo das Trevas disse...

Reflexões e sentimentos...

Aмbзr Ѽ disse...

belos e profundos.

http://terza-rima.blogspot.com/

Giovanna Zappa disse...

Lindo texto *_*

Tem selinho para você no meu blog -->http://apiorversaodemim.blogspot.com/2010/11/selinho_28.html

Anjo das Trevas disse...

Amber;

Quedo-me diante de tão belos versos.
Afinal, só há uma coisa que "esperamos" quando está cada vez mais presente: a morte.

Agradeço tua visita e teu comentário.

Abraços.

http://terza-rima.blogspot.com/2010/11/nao-estas.html

Anjo das Trevas disse...

Jane;

Agradeço o selo e mais ainda seu gentil reconhecimento.

Abraços trevosos.

http://apiorversaodemim.blogspot.com/2010/11/selinho_28.html

Unknown disse...

é caro anjo
dilemas que perseguem todos que vivem o caminho escuro da vida.

Dançamos a valsa com a dama da foice todos os dias e lembramos da melodia tocada a cada segundo.

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