Abruma-me o peito
com áspero sofrer.
Num ritmo macabro,
exuma-me o viver.
Parto, penso, vivo...
Sigo por entre dúvidas
que questionam minha alma,
meu destino.
Por que viver
se a morte é tão sublime?
Por que morrer
se nem tudo é sofrimento?
São incógnitas que me levam
cada vez mais a um labirinto
De abstenção, de silêncio
De escuridão e de lamentos...
A. F. J.
Poema vencedor do segundo lugar do VI Concurso de Poetas-Funcionários do HAPC - Hospital Doutor Arnaldo Pezutti Cavalcanti.
Imagem: G. Brandão
6 comentários:
Reflexões e sentimentos...
belos e profundos.
http://terza-rima.blogspot.com/
Lindo texto *_*
Tem selinho para você no meu blog -->http://apiorversaodemim.blogspot.com/2010/11/selinho_28.html
Amber;
Quedo-me diante de tão belos versos.
Afinal, só há uma coisa que "esperamos" quando está cada vez mais presente: a morte.
Agradeço tua visita e teu comentário.
Abraços.
http://terza-rima.blogspot.com/2010/11/nao-estas.html
Jane;
Agradeço o selo e mais ainda seu gentil reconhecimento.
Abraços trevosos.
http://apiorversaodemim.blogspot.com/2010/11/selinho_28.html
é caro anjo
dilemas que perseguem todos que vivem o caminho escuro da vida.
Dançamos a valsa com a dama da foice todos os dias e lembramos da melodia tocada a cada segundo.
Postar um comentário