NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

85 - Incógnita


Aquilo que era real aos poucos distância-se
do que era um desejo.
A noite chega e em
seus braços adormece um noturno pássaro...
Assim, o luar com um lúgubre olhar, numa fúnebre
sinfonia, cobre a noite com lânguidos suspiros.

Eis um cenário em que, sangrentas lágrimas,
por face rolavam, e afagavam com lástimas mórbidos
lábios adornados de luto.
Sabe ela que por longos séculos,
percorrerá aquela nave... ela sabe...
sua visita é inevitável,ainda que machuque.
Nesse ato litúrgico, segue uma alma conduzida
em andor de cimento e languidamente se aproxima
de seu derradeiro destino, assim segue a noite
entre suas incógnitas trilhas"

A. F. J.

Poema publicado no site Cemiteriosp

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