Os domingos são tenebrosos As minhas horas sem sono Queridas as inúmeras sombras Com as quais convivo Pequenas flores brancas Não te acordarão Não onde o coche negro Da dor te levou Os anjos não pensam Em te devolver jamais Será que eles ficariam zangados Se eu me juntasse a ti?
Domingo tenebroso
Tenebrosos são os Domingos Passados nas sombras O meu coração e eu Decidimos acabar com tudo Daqui a pouco haverão flores E orações que dizem saber Mas não os deixem chorar Deixem saber O quão feliz estou por partir A morte não é um sonho Pois na morte eu te acaricio Com o último suspiro da minha alma Eu te abençoarei
Domingo tenebroso
Sonhando Eu estava apenas sonhando Acordo e encontro-te a dormir No fundo do meu coração Meu querido, eu espero Que o meu sonho nunca te persiga O meu coração me diz O quanto eu te quero
Porque na noite nossos negros corações se encontraram... Desejo e sangue se entralaçaram. Em despedida, por sina, por morte, partimos deixando raiz. Olhar triste, salgado choro. Somos um, somos vários, somos loucos, somos mortais! Idéias, ideais de um dia, uma vida, sonhos lúgubres de um amanhã que jamais existirá...
Nada sei de hoje, Nem tampouco do amanhã. Na verdade, não sei Se o futuro alcancará meus anseios. Não quero aguardá-lo. Minhar forças perdem-se e num ritual melancólico, rosas negras adornam meus dias fazendo-me desejar, não desejando viver, não vivendo. Em um campo triste aguardo por ti o "Advento Mortal" e contigo, seguirei por trilhas que até então meu olhar desconhece...
Não arrisque amar-me sem meu prévio consentimento. Nem tampouco ofereça-me flores. Não culpe-me se para ti não sorrio. Pois, sou triste. Sou assim, sozinho, melancólico e vivo meu mundo. Um mundo de mistérios, os quais não desejo revelar. Se tua felicidade baseia-se em meus caminhos, viva outros momentos pois, sou uma incógnita. Vivo em um mundo sombrio onde existe lugar somente para mim e minha solidão...
"Vida..." Sinônimo abstrato Que liga a alma humana Ao mundo dos mortais. Que impõe viver em um mundo desconhecido onde tudo é quase nada e o nada se faz em alguém. Òh vida de ventos, de morte, adventos, de prantos, prazeres, de dor e dizeres. De tudo o que existe no mundo do eterno abstrato...