Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."
sexta-feira, 16 de abril de 2010
94 - Intraduzível
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
92 - Frio
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
90 - Obrigado
Que não notou o sorriso que pra ti preparei com amor
Muito obrigado por distanciar-se quando de ti, me aproximei.
Muito obrigado por não ser capaz de interpretar
O poema que pra ti recitei em forma de lamento
Obrigado por não ter deixado que eu revelasse o meu amor.
Obrigado por não ter notado o quanto eu te amava
Obrigado por não ter sido capaz de decifrar a incógnita,
que se formou em meu peito,
no momento em que te conheci.
Obrigado por não ter notado, que ao te encontrar,
eu comecei a viver.
Enfim, obrigado por não ter permitido
que minha vida seguisse adiante.
Hoje minha alma jaz num leito de sombras
e meu coração sangra a cada segundo,
disso que chamam de "vida".
A. F. J.
89 - Retrato
Numa negra moldura envolta em laços barrocos
Onde sonhei e hoje sou um utópico sonho.
Talvez haja uma resposta.
De nada servirá seu teor, ou estará seu destinatário
A viajar por entre abstratas nuvens.
Seus segredos, seus mistérios soltos numa nova imensidão
Uma desconhecida, abstrata imensidão.
Serei então foco de olhares, saudosos
talvez de um quem sabe,
eterno, sensível poeta
E ali permanecerei, tendo meus olhos
Como guardiões do cenário que me fará prisioneiro.
Agora fica aos olhos minha matéria, pois meu amâgo partirá
Por entre gélidas nuvens, nesse abstrato horizonte.
Agora, nada mais sou além de um pássaro
Navegando em instrospecto
Minha vida segue, seu percurso me inundou de ausência
Mas, também me adornou de ósculos, sim tive meus momentos
De eterno jardim perfumado que me embalaram em noites
Em que eu jazia em busca de um morto coração
Na fuga de vãs palavras armadas de indagações.
Todos os meus papéis findam-se aqui,
Palavras e cantos, abraços e prantos
Aqui sepultarei, por quais caminhos irei
Não tenho em minha confusa mente,
Mas, sei que irei na certeza que entre
Acertos errei, entre erros acertei
E num ritual de solidão oculta,
minha alma criou essa tela, onde enfim
Sentirei perpetuada minha inerte imagem...
A. F. J.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
88 - Elegia

Nada além do calor do adeus
Porém o sabor da despedida,
Jaz solene em meu viver.
O adeus fragmenta-se
Transforma-se em incontáveis pedaços,
Pedaços de solidão...
Tempo, ora amigo, ora vilão devastador
A desbastar um coração contente
Busco sem um retorno
Reconhecer em meio
As lágrimas, o cenário
Que me afastou de ti.
Hoje minha alma navega
Por entre abstratas ondas
Em busca de um motivo
Para prosseguir, para viver
O que restou de mim
Como refúgio de sua distância
Torna-se em breves momentos
Um doloroso sinal de despedida
Eis que num desejo utópico de revê-la
Meu peito soluça em prantos
Enquanto minha alma aguarda
O desfecho de um enredo
Onde a saudade é a única protagonista...
A. F. J.

