NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

sábado, 23 de outubro de 2010

113 - Busca


Preciso que me ajude a dar cabo de mim
Preciso que me ajude a dar cabo de mim

Porque por onde via, não vejo luar
Porque os meus dias torturam a minha mente
Porque os meus pés não acompanham o meu andar

E tu não me digas que a vida é bela
Porque minha alma não quer ouvir ou saber
Também não me doe letras de conforto

Apenas permita-me provar desse mel
Mas, mel amargo para a vida amarga
Olhos em prantos, luar a fugir

Subo ao monte quase feliz, um estranho
Da fase estranha que está a chegar
Porvir...


A. F. J.


Imagem: Ismar Z.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

112 - Na noite


Na longa e triste noite
Envolto em negras vestes
Meu corpo desliza por entre arbustos ressecados.
Meus olhos suplicam ao negro luar um cântico de adorno
Para um momento de exílio...
O exílio de minha alma.
É triste o meu caminhar, todavia os meus instintos
Se mostram intímos da minha tristeza.
Não tenho a resposta do que minha alma almeja
Somente tão somente, o meu desejo
É estar de mãos entrelaçadas
Com meus lúgubres momentos de intensa e abstrata solidão
E meu coração se exalta criando em si,
Uma abstrata e lânguida alegria."


A. F. L.



Imagem: G. Brandão


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

111 - Anjo das Trevas - requiem





Anjo das Trevas

Requiem

Tento escrever um poema
Cuja incógnita é você.
Não consigo.
Anjo, Monge, Guardião, Sacerdote, Irmão e Amigo
Recitá-lo é um desafio.

A inspiração não é bastante
Para descrever em versos lânguidos e abstratos
Todo o respeito que sinto.
Sigo fazendo rascunhos diversos, inexatos
Deletando palavras, planos, idéias, espaços.

Sem conseguir desterrar da escuridão
A luz, capaz de trazer á vida
O poema que te traduza
E defina teu ser, tua solidão,
Tua morte viva.

Requiem

Anjo das Trevas

sábado, 2 de outubro de 2010

110 - Platônico...


"E o que diria meu coração, se você me fizesse um brinde
com taça de cristal contendo o mais imaculado vinho...?
Certamente seria um manjar para o paladar de minha alma
que há tempos umedece seus lábios com as esponjas embebecidas
em amargos sabores da vida a que segue..."


A.F.J.


Imagem: G.Brandão

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

109 - Em busca de mim - sem mim


Hoje, não mais choro por ti.
Não mais sofro tua partida.
Apenas,vivo.

E porque não viver
Se você me presenteou
com o dom da vida?

Sim, viverei e saborearei
a vida a cada minuto
a cada segundo...

E viverei em homenagem a ti.
Seguirei e buscarei
na poesia uma forma
de fingir que existo.

Mas, creio que existirei
ao saber que,
de alguma forma
esse desejo será comtemplado...


A. F. J.


Terceiro lugar no Concurso Interno de Poesias - HAPC - Hospital Dr. Arnaldo Pezutti Cavalcanti

Imagem: Arquivo Pessoal

sábado, 18 de setembro de 2010

108 - Âmago


No âmago de minha alegria
Uma lânguida certeza oculta-se
Na forma de um simulado sorriso.
                                
Por  abstratos caminhos,vagueia
minha alma sem contar os passos
que se seguem.

Meu corpo adentra
por um horizonte, um suposto horizonte.
Por onde anda a aurora 
que minha vida enlaçou?

Sinceramente minha alma desconhece.
Ainda assim, meu peito caminha
por entre soluços e sorrisos em busca de um
amanhã, de um utópico amanhã"

 
Ao meu "brohter" John Louco


Imagem: Ismar Z.


sábado, 11 de setembro de 2010

107 - Escuridão


Será água, será vinho?
Uma rosa ou um espinho?
A luz, a escuridão?
O fato ou a razão?
A perda, o preço...
O que para mim seria adaga
De algo que desconheço
Minha alma me indaga...

Não vivo, mas vivo.
Se viver é avistar horizontes
Não viver é seguir morrendo
Sem vislumbrar as pontes.
Sim, por certo que ensejo
Desejo ver, mas não vejo...

Entrando na realidade
Buscando uma verdade
Não sei da vida a real tonalidade
Concretizo a tarefa de seguir vivendo
A visão não é tudo
Nunca a conheci, todavia
Minha alma dela se sinta
Enlutada - no escuro...

A. F. J.


Imagem: Marcus Vinicius


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