Na longa e triste noite
Envolto em negras vestes
Meu corpo desliza por entre arbustos ressecados.
Meus olhos suplicam ao negro luar um cântico de adorno
Para um momento de exílio...
O exílio de minha alma.
É triste o meu caminhar, todavia os meus instintos
Se mostram intímos da minha tristeza.
Não tenho a resposta do que minha alma almeja
Somente tão somente, o meu desejo
É estar de mãos entrelaçadas
Com meus lúgubres momentos de intensa e abstrata solidão
E meu coração se exalta criando em si,
Uma abstrata e lânguida alegria."
A. F. L.
Envolto em negras vestes
Meu corpo desliza por entre arbustos ressecados.
Meus olhos suplicam ao negro luar um cântico de adorno
Para um momento de exílio...
O exílio de minha alma.
É triste o meu caminhar, todavia os meus instintos
Se mostram intímos da minha tristeza.
Não tenho a resposta do que minha alma almeja
Somente tão somente, o meu desejo
É estar de mãos entrelaçadas
Com meus lúgubres momentos de intensa e abstrata solidão
E meu coração se exalta criando em si,
Uma abstrata e lânguida alegria."
A. F. L.
Imagem: G. Brandão
2 comentários:
Feliz daquele que mesmo nessa obscura procura de alimento para alma, bem como, entender o que a mesma quer de nós, consegue ainda tirar algum suspiro do coração, que encontra-se na completa escuridão e solidão. Sinal de completa serenidade para com nossa ignorância espiritual, pois a dor é sempre muito real, mas o sofrimento é sempre ilusão! Beijo querido! *Fantástico esse suspiro de teu coração!
Lua...
E que sentimento poderia corromper um coração como o teu, que mesmo indignado ou enraivecido, transforma em versos belíssimos a ira, a mágoa, a tristeza por cada (in)justiça, testemunhada?
Deixemos ao destino sim, tais mazelas, todavia, não deixemos de registrar algo sobre elas.
E que seja de maneira bela e inspirada como a tua.
Agradeço tua visita e teu comentário.
Abraços.
http://luaetransmutacao.blogspot.com/2010/10/injustica.html
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