NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

terça-feira, 19 de outubro de 2010

112 - Na noite


Na longa e triste noite
Envolto em negras vestes
Meu corpo desliza por entre arbustos ressecados.
Meus olhos suplicam ao negro luar um cântico de adorno
Para um momento de exílio...
O exílio de minha alma.
É triste o meu caminhar, todavia os meus instintos
Se mostram intímos da minha tristeza.
Não tenho a resposta do que minha alma almeja
Somente tão somente, o meu desejo
É estar de mãos entrelaçadas
Com meus lúgubres momentos de intensa e abstrata solidão
E meu coração se exalta criando em si,
Uma abstrata e lânguida alegria."


A. F. L.



Imagem: G. Brandão


2 comentários:

*lua* disse...

Feliz daquele que mesmo nessa obscura procura de alimento para alma, bem como, entender o que a mesma quer de nós, consegue ainda tirar algum suspiro do coração, que encontra-se na completa escuridão e solidão. Sinal de completa serenidade para com nossa ignorância espiritual, pois a dor é sempre muito real, mas o sofrimento é sempre ilusão! Beijo querido! *Fantástico esse suspiro de teu coração!

Anjo das Trevas disse...

Lua...
E que sentimento poderia corromper um coração como o teu, que mesmo indignado ou enraivecido, transforma em versos belíssimos a ira, a mágoa, a tristeza por cada (in)justiça, testemunhada?
Deixemos ao destino sim, tais mazelas, todavia, não deixemos de registrar algo sobre elas.
E que seja de maneira bela e inspirada como a tua.

Agradeço tua visita e teu comentário.
Abraços.

http://luaetransmutacao.blogspot.com/2010/10/injustica.html

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