Bem antes da data presente
Meu corpo perdeu a alma
E o que restou de mim,
Se arrasta por meio de um
Abstrato sorriso de outono.
Não era essa a ideia, sei que não era
Mas hoje, continuo aqui acorrentado
A uma alegria ilusória.
Sim, falecido estou, para os dogmas
Da terra.
Se ela vai ser detentora de minha
Carcaça no futuro,
Então que o presente seja
Para mim,
Um presente...
Não quero honrar continência
Para um SENHOR
A quem não sigo...
Quero apenas seguir
E sei que meus pés conhecem o caminho,
Assim como eu conheço
A alma,
E ela não é submissa...
A. F. J.
Imagem: Ismar Z.

8 comentários:
Alma alguma deve ser submissa ao que quer que seja...
Humm ... a alma não é submissa???
Com pesar tenho que discordar-te ... o amor é pura submissão, o amor da alma se entrega por puro prazer de fazer o outro feliz, sem ao mesmo ter a mínima certeza do retorno (e nem quer retorno). Quando deixamos de sermos submissos em algum momento da vida, com ela ou para alguém, nos fechamos para o grande milagre da vida ... o fundir-se com o outro! Pois nos entregamos aqui e nos são entregues acolá!!! Obrigada pelo seu carinho de sempre ... Beijo
Anjo e Lua;
Alma alguma deve ser submissa ao que quer que seja...que ela não queira ou deseja.
Beijos mil!!!
ola...
tenho visto seu blog, e você esta de parabens!
gostei de tudo o que li...
blood kisses
Oi ... passando para te dar um abraço!!!
Leticia, obrigado pelos elogios e por tua visita.
Abraços.
Lua...
Ora, mesmo em momentos de melaconlia, precisamos de bom humor. Afinal, sorrir deixa-nos mais belos que franzir a testa.
Novamente, agradeço tuas visitas sempre amigas e deixo aqui, um grande abraço.
Giane,
Desse poema, aprecio a seguinte estrofe:
"Amor! Engano que na campa finda,
Que a morte despe da ilusão falaz:
Quem dentre os vivos se lembrará ainda
Do pobre morto que na terra jaz?"
Agradeço teu gentil comentário em meu blog.
Abraços.
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