NA LONGA E NEGRA NOITE, POR ENTRE O SABOR DAS TREVAS †

sábado, 13 de fevereiro de 2010

81- Engano


" fruta doce fruta e lá vai você, pendurada na árvore
de seu sustento...e voltarás certamente voltarás...
vai-te fruta dependurada no monstro de ferro
ele certamente te levará, a teu destino...

não chegaram aos seus destinos aqueles
que ele tragou, mas por certo tem alma absolvida
vai-te então; segue dependurada a correr, a sofrer,
a viver... tua cria te espera... a maciez do corpo sedento
te sorri...

sofra!! não é de todo mal... terás sua recompensa. ainda
que venha no doce aroma do retorno, não é de todo mal
volte, resista, faça com que seu coração se esqueça que és
condenado e, não se preocupe, seus olhos simulam um
talves amanhã"


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp


80 - Alma Flutuante


" PALAVRAS POR COISAS QUE EU NUNCA SONHEI
UTÓPICOS PROJETOS DE SONHOS,
DE UMA UTÓPICA FELICIDADE.
ENQUANTO MINHA ALMA SONHACOM UM FUTURO,
MEU CORPO VAGUEIA POR ABSTRATOS TAPETES.

TENTO RECONHECER UMA ALMA OBSCURA
DENTRO DOS PASSOS QUE MEU CORPO ORDENA.
VIVO POR ASSIM VIVER, SONHO POR ASSIM SONHAR,
QUERO POR ASSIM QUERER

E MEU DESTINO PROSSEGUE EM
DIREÇÃO AO MEU BREVE DESTINO
ENQUANTO AGUARDO OS CONFLITOS FINAIS,
NO ANSEIO DE UM DIA,MINHA ALMA EMERGIR..."


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp


79 - Platônico Despertar


NO EXPLENDOR DOS TEUS SONHOS
VIAJO PELO TEMPO...
MEUS OLHOS NADA MAIS ENXERGAM

APENAS SEU VULTO A REPOUSAR...

COMO UMA NUVEM DE DÁDIVAS
A FAZER -SE TELHADO DE PAZ PARA
TEU CORPO, MEUS INSTINTOS TE COBREM
DE DESEJO, E TE AMO NUMA MUDA SINFONIA
DE OPUS ABSTRATOS

OH ILUSTRE DESEJO DE UM MOMENTO
UM SÓ MOMENTO CONSEGUIR SACIAR
O DESEJO DE CONVENCER MEUS INSTINTOS
A CEGAR-SE AOS TEUS ENCANTOS.."


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp


78 - Um Sonho


UM SONHO, O QUE SERIA?
UMA BELA VIAGEM TALVEZ
OU SERIA TÃO SIMPLESMENTE
UM INESPERADO PASSEIO A UM
ABSTRATO, UM POUCO DE ILUSÃO?

ALMA QUE PEREGRINA POR CAMINHOS
SUNTUOSOS OLHANDO MORTOS SORRISOS
UM PEDIDO AO SILÊNCIO PARA PRESERVAR
O MÁGICO MOMENTO.

OH VIVER, OH SONHAR , ADORMECER
EM PLENA ESPERANCA DE UM ÀPICE
ALCANCAR, PÉTALAS DE SANGUE, MONSTROS
DE FERRO, UM METÓDICO PASSEIO POR UM
MISTERIOSO LABIRINTO, CUJO DESFECHO SE
ENCERRA NO LAÇO ROXO DE UM CLARIM..."


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp

77 - Sombras


BUSCO FRENTE AO ESPELHO
RESPOSTA PRA MINHA ALMA
SOLUÇOS MEU PEITO EXPRIME
ÂNSIA DE QUERER VIVER
DÚVIDAS ABSTRATAS...

EM ALGUM LUGAR DO UNIVERSO
MINHA ALMA PERDEU-SE EM CACOS
NÃO DEVO JUNTAR SEUS FRAGMENTOS
A VIDA SEGUE,TENHO QUE AGUARDAR

SEI QUE TERÁ OUTRO ACONTECIMENTO
AFINAL, A NOITE SEGUE POR ENTRE OS
ARBUSTOS E DIVIDE COM ELES O MISTÉRIO
TAMBÉM TENHO MEU TEMPO, E ELE SE FINDA,
MINHA FACE NÃO JAZ NA TRISTEZA, NEM
MEU SUSPIRO É DE SOLIDÃO, APENAS VIVO.

MEUS OLHOS NÃO PODEM VER A AURORA
MEUS PASSOS INSISTEM EM ME CONDUZIR
POR DESCONHECIDAS TRILHAS E EU SIGO, MEU
CORPO SEGUE, ARRASTADO PELA MINHA ALMA
QUE ME CONDUZ A UM LABIRINTO, ONDE
MINHAS DÚVIDAS REVESTEM-SE DE UM TENRO
CREPÚSCULO..."


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp


76 - Abandono


Olhos profundos,em súplica, quem ouvirá?
quem entenderá? corpo solitário ferido e
cansado. busca no horizonte sonhos, sonhos
utópicos de um futuro talvez.

Alegria que atracou em portos passados
e ali ficou, alma abstrata a desejar, ainda
que por minutos, ser o cãozinho da casa
ao lado.

Coração canino, mas CORAÇÃO, desejando
um meigo carinho ainda que momentâneo
a vontade de se entregar ainda que num afago
passageiro.

As forças se enfraquecem diante da cruel
realidade de outrora, o cão feliz, hoje nada além
de um ser, aqueles a quem chamam de
"vira latas"

Cruzam-se dias e noites, semanas e meses, tempos
acontecem, passam, não importa para alguém que
nada tem, ser sem dono é não ser. Então, para que observar
o tempo?

A fome a ferir cruelmente o estomago sem opção
O frio entristecendo o olhar,
Não tendo raça, o lar é a praça a vida assim te revela
O preconceito impera e em chutes e pedras ferem não
apenas o corpo, ferem uma alma.

A indiferença é o teu bom dia, e o "sai daqui!" é
seu "olá". Não sabe se é novo ou velho, não tem cidade
não tem seu dono, não tem idade.

Os olhos a olhar a paisagem bela desejando
quem sabe, avistar um abstrato futuro que
dará fim a sua busca das mãos que na rua
o abandonou, do coração que sua solidão
prefaciou.

Um dia, aplacou a solidão de um coração
humano. Foi alegria de um retorno para casa
um dia, ofereceu um ósculo na arte de uma
lambida desejando assim, secar possivel
lágrimas.

E sua vida segue, segue com a certeza de que
Seu amor incondicional foi deveras retribuido
com o ferimento do abandono, todavia, repousa
o corpo no leito sarjeta e espera...

Até que mancebo de vestes brancas e terno
sorriso, com lágrimas habituais ao ouvido
justifica: "é melhor assim para que pare de sofrer..."
Concorda assim, afinal o que se fazer?

Eis que alí derrama o teu futuro
Eis que a morte te abraça e ternamente
te liberta de um tão acre viver..."


(poema dedicado a todos os cães cruelmete abandonados por seus donos)


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp

Poema publicado no fotolog Campo Santo


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

75 - Alma Adolescente


Alma adolescente, meiga alma, inocente alma,
Nem tanto inocente, mas quase, adolescente
Alma que emerge, de um tétrico jardim
De onde colheu sementes de futuro

Alma precisa, real, positiva assim, reviver
Render-se sem medo ao sabor da vida
Ainda que seja de dissabor
Da ponte traiçoeira atravessas e queira
que o outro lado a ti reserve, um não muito
áspero castigo .

Se haverá lúgubre manhã... pode ser que consigas.
Se teus olhos enxergarem o fio, certamente seguirás
Tente, pois assim, uma alma tentou, e vingou
Segue e por entre arbustos,seus olhos virão orquídeas...

E não tente descobrir quem as cultivou
Pode ser que tua alma lhe explique
Que em certo tempo na ampulheta, seu otimismo
repousará."

( Anjo das Trevas)


A. F. J.


Poema publicado no site Cemiteriosp
Poema publicado no fotolog Campo Santo
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